|
Tags: artes digitais | mapa 
© Ruben Sousa Esta manhã sincronizámos numa aula aberta orientada por Stephan Baumann. Tivemos a oportunidade de ver/ouvir/sentir de perto alguns dos resultados do Urban Sync - Porto e compreender mais a fundo este projecto. Foi o que podemos chamar de uma 1st hand Experience, sendo que a minha escrita neste site vos poderá provocar uma 2nd hand experience, mas é claro que isto é uma private joke e uma sensação exclusiva daqueles que estiveram presentes esta manhã, porque para os outros, esta sim, é a experiência primeira. Ufa! Sinopse: Urban Sync aims at finding the correlates which define personal well-being in an urban context. Since we live our lives meanwhile in a world augmented by technical artefacts, the boundaries seem to blur between being always-on or completely-off. Knowledge workers, artists, Web2.0 aficionados define the quality of life and especially urban life by something in-between work and activities in private life, something in-between the office, the city, the countryside (the "third place"). During my 3 week stay in Porto I plan to perform a 24/7 gathering of urban signals in typical settings of my life as a research-artist. Equipped with a portabel MP3-recorder to record urban sound, a smartband to collect physiological data (heart rate, skin conductance response) as well as a GPS datalogger and a commodity device to scan "electronic smog" (signals of GHz networks) I will document the multimodal input of urban signals encountered over the course of an hour, a day, a week . Se na prática este projecto consiste na recolha de metódica de dados sobre os seus sinais vitais, captando em simultâneo os sons envolventes e registando o lugar onde se encontra, num plano teórico pode dar espaço a diversas reflexões.

© Ruben Sousa O autor, nesta aula, deixou-nos provocações, abriu caminhos de exploração, além de nos deixar toneladas de digital data “quente e boa”, de uma plasticidade estonteante. Estou convicta de que cada um de nós, assistentes, derivou por questionamentos diferentes, ou pelo menos sentiu nos dedos a comichão de aceder a todos aqueles dados para um qualquer fim.
De cada vez que tomo contacto com este trabalho – felizmente, durante estas três semanas tenho tido muitas oportunidades para o fazer – encontro-lhe mais uma ponta por onde lhe pegar. Desta vez tocou-me o entre, o 3º lugar do qual o autor falava, esse espaço de sociabilização que se estende entre a casa e o trabalho, por exemplo. Stephan Baumann decidiu trabalhar neste 3ºlugar, mas num sub-território particular: aquele entre o real e o digital – num hiper-interface (?).
Hoje sincronizámos entre a arte e a ciência, entre diferentes sinais captados entre lugares, encontrámos e bem-dissemos as contaminações entre planos vitais. O que me ficou, em 1st hand experience, desta aula? Uma vontade de saltitar entre Mille Plateaux.
Anyway that’s just me… Um bocadinho de exagero nunca fez mal a ninguém e sempre provoca outras reacções.
© Ruben Sousa
|
Realmente, e visto à mais de 2000 kilómetros de distância, a tua resenha dá vontade de conhecer melhor o trabalho deste artista. Obrigado.
CsC